Startups Unicórnios: Quem são? O que comem? Onde vivem?

Assim como em todo conto de fadas, a história dessas startups de sucesso contém personagens audaciosos, conflitos persistentes, lições importantes e uma boa dose de acontecimentos fantásticos, tanto por sua natureza inovadora quanto pelo seu potencial de concorrência. Não é à toa que são chamadas de unicórnios: cunhado em 2013 por Aileen Lee, o termo se deve exatamente a “raridade” desse ser mitológico, uma vez que, em 2013, existiam apenas 56 empresas que podiam ser descritas pelo termo.

Quando se fala em unicórnios, estamos lidando com valuation – avaliação de preço no mercado. Vale lembrar que, tratando-se de startups, ou seja, empresas com uso intensivo de tecnologia, estrutura enxuta e modelo de negócio distinto, essas crescem em média 200% ao ano, o que contribuí para a atração constante de investimentos, em muitos casos milionários, que, por consequência, ampliam as perspectivas de crescimento das empresas.


Mas afinal, o que são unicórnios?

São startups que passam por um crescimento exponencial, alcançando uma avaliação igual ou superior a US$ 1 bilhão por agências de capital de risco.

Nada mal, né?

E quem são eles e onde vivem?

Há, aproximadamente, 200 unicórnios no mundo. O número varia diariamente, e vem aumentando nos últimos anos. Desde a concepção do termo, a quantidade de startups com a distinção quase que quadruplicou. A maior parte da “população” ainda se concentra nos Estados Unidos (cerca de 43%), com destaque para o Vale do Silício, que desempenha papel histórico no desenvolvimento de tecnologias de ponta no setor eletrônico; mas a Ásia vem aumentando sua parcela, e tem quase 35% dos unicórnios concentrados nos seus territórios.

Os nomes de alguns desses unicórnios são:

Airbnb, Snapchat, WeWork, Facebook, Uber, Pinterest, Xiaomi, Dropbox, Decolar, etc.

Aliás, você sabia que o Brasil possuí agora três unicórnios próprios? 99 táxis, PagSeguro e Nubank receberam o título no primeiro trimestre de 2018, e colocaram o Brasil num novo patamar frente o empreendedorismo global.

Diferente dos contos de fadas, essas startups não tem séculos de história: a sueca Spotify, por exemplo, foi fundada em 2006. Já em 2011, a empresa alcançou os US$ 1 bilhão em avaliações no mercado, transformando-se em unicórnio. Esses cinco anos de crescimento exponencial da empresa hoje já configuram um período muito longo, considerando o site “The Speed of a Unicorn”, especializado em mesurar o tempo que startups levam para se tornarem unicórnios, que apresenta um tempo médio em torno de dois anos, com estimativas cada vez menores. A startup Jet.com, por exemplo, levou apenas quatro meses entre seu lançamento e a avaliação bilionária.

Em geral, essas empresas apresentam algumas características em comum: todas atuam em um mercado específico, criando soluções excepcionais que impulsionam o consumo de suas tecnologias inovadoras. Além disso, essas startups focam em seus consumidores, aliando tecnologia sofisticada ao dia a dia das pessoas, de modo a oferecer serviços necessários de maneira prática e fácil.

Então, o que eles “comem”?

Unicórnios consomem tecnologia. Também se alimentam de um mercado consumidor exigente e insaciável, que está sempre à procura de novas opções no mercado. Em outras palavras, a própria concorrência entre as startups desenvolve seu potencial inovador, que mantém a roda do empreendedorismo girando.

Por fim, é importante lembrar que todas essas startups iniciaram pequenas, mas, com algo de fantástico, foram capazes de impactar o mundo através de suas propostas. Suas plataformas e serviços existem em escala global e, de alguma forma, somos impactados por suas ações diariamente. É difícil imaginar um mundo sem essas companhias e, mais inacreditável ainda pensar que há 20 anos atrás nem haviam projetos parecidos.

Fato é que, na última década, estamos experimentando uma evolução tão grande e tão profunda que é quase impossível encontrar algo de novo para realizar. Quase. No caminho da inovação, há sempre algo que pode ser feito para se desenvolver ainda mais. Criatividade e gestão devem ser aliadas no processo para que, assim como aconteceu com esses unicórnios, haja o amadurecimento e o desenvolvimento dessas empresas, alcançando, assim, sucesso nos âmbitos econômicos e sociais, e a realização do sonho de se transformar em um mito real do mundo dos negócios.

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