O que é esse tal de Open Innovation?

É a verdadeira globalização da pesquisa, da tecnologia e da própria inovação.


Antigamente, os chamados Departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), presentes em diversas organizações, eram responsáveis por toda a concepção das ideias e inovações das companhias. Com a evolução dos meios de comunicação e da própria tecnologia, o conhecimento passou a ser disseminado em rede – o acesso à informação está em toda parte. Portanto, é impossível sequer cogitar restringir o pensamento ou o desenvolvimento de ideias a um único departamento ou empresa.

Open innovation, ou inovação aberta, trata da colaboração entre empresas e pessoas para o desenvolvimento de produtos, que possibilitem a inovação dentro de uma área. Implica o uso de ideias internas e externas à empresa, através da compra ou licenciamento de processos ou invenções (patentes, propriedade intelectual, etc.), que fomentam o empreendedorismo e o desenvolvimento.


Abrange o gerenciamento e a acumulação de ideias, conhecimentos, licenças, propriedade intelectual, patentes e invenções – banco de ideias. Incorpora esforços conjuntos de iniciativas internas à organização e uma possível terceirização ou combinação de várias entradas advindas do ambiente externo (parcerias), durante o processo de concepção e desenvolvimento dos produtos.

Co-criação, software open source, e crowdsourcing são exemplos de processos que fazem uso da inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias. Esses processos ajudam na redução de custos, criação rápida de novas fontes de receita, o aumento da diferenciação no mercado (competitividade) e a redução do tempo de comercialização, entre o surgimento das ideias e sua chegada ao mercado. 

Outro ponto a ser considerado quando falamos em inovação aberta é a forte presença do usuário tanto no processo de concepção quanto no de fabricação. A inovação e o desenvolvimento devem ser pensados de forma a melhorar a experiência do usuário para com o produto. Dessa forma, deve-se criar pensando na utilização direta do mesmo, e no interesse e viabilidade de compra, venda e fabricação, levando em conta as proposições das ideias dos usuários.

Em suma, open innovation refere-se a um fluxo aberto, no qual os recursos se movem facilmente em prol do desenvolvimento/inovação. É o esforço conjunto na promoção de ideias, pesquisas e processos dentro e fora de sua organização, sabendo aproveitar talentos de forma muito mais ampla.

Existem alguns processos através dos quais se estabelece o open innovation:

  • Processo Outside-in: trata-se da abertura para conhecimentos e ideias externos a empresa, através de canais de comunicação com clientes, empresas, companhias, etc.;

  • Processo Inside-out: trata-se de externalizar os conhecimentos da empresa, tanto os que estão sendo utilizados, quanto os que não são usados (banco de ideias), de forma a contribuir para o desenvolvimento de outras ideias;

  • Processo acoplado: usa ambas as estratégias anteriores, criando uma rede cooperativa que pode ser realizada na forma de consórcios, integração entre clientes e fornecedores; joint ventures e alianças; bem como parcerias com universidades e institutos de pesquisa.

Agora, para aplicar esses conceitos na prática, vale de tudo: criar um mural de ideias (com os tão amados post-its), ou um banco online com as mesmas; resolver cases específicos a partir de problemas reais enfrentados nas indústrias, etc.

Não pode faltar imaginação, e muito menos trabalho.

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