O Agro é Top! - Um panorama do agronegócio no país


O agronegócio vem bombando no país há algum tempo, e é o motor da economia brasileira, representando 21% do PIB e sendo responsável por pelo menos metade das exportações. Configurando o papel de pilar da economia no país, com papel ativo no saldo positivo da balança comercial brasileira, mesmo em tempos de crise; e esse mercado está em pleno desenvolvimento, crescendo a cada dia.


Nesse cenário, muito se fala em inovação no setor do agronegócio. Muitas startups no ramo de agritechs estão surgindo, impulsionadas pela visão da agricultura 3.0 que fala, principalmente, que os dados vão desempenhar papel fundamental no setor; e pela aquisição, por parte de grandes empresas, como BASF e MONSANTO, de empresas que lidam com sistemas de gestão.

Dessa maneira, prevê-se um futuro no qual a gestão da propriedade rural desempenhará papel definitivo no aumento da rentabilidade do agronegócio. Além das novas tecnologias de plantio, pulverização, manejo e colheita, que serão responsáveis por aumentar a produtividade efetiva nas lavouras, com técnicas mais eficientes para uma agricultura de precisão.

As principais commodities agrícolas brasileiras são: café, cana de açúcar, arroz, soja, milho e trigo. No estado, vemos uma produção muito maior dos últimos quatro, por diversos fatores (clima, condições de solo, área disponível etc.), e essa atividade agrícola aqui, corresponde a cerca de 40% do PIB gaúcho.

O milho, no Rio Grande do Sul, foi bem importante antes do surgimento da soja resistente (biotecnologia), quando se precisava de 15 a 30% de rotação de cultura porque não se conseguia controlar as ervas daninhas. Com a biotecnologia, a área do milho foi diminuindo, e seu cultivo passou a ser destinado às áreas irrigadas com pivô central, principalmente, pelo risco da plantação.

O Rio Grande do sul planta hoje, em torno de 1,5 milhão de hectares de milho, e 1 milhão de hectares de trigo no inverno. Mas é claro que o carro chefe é a soja, com mais de 6 milhões de hectares plantados, e resultados positivos na safra 2018, tanto no volume de grãos quanto no preço do mesmo.

A previsão do governo norte-americano estima uma produção de soja no país de 117 milhões de toneladas para a safra 18/19. Previsão essa, possível de ser concretizada graças ao aumento da área da soja no país em 500 mil hectares/ano nos últimos tempos, o que representa um aumento de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas a mais todo ano. Essa área de expansão, por sinal, pode estar alinhada diretamente ao desenvolvimento sustentável do setor, uma vez que temos no país grandes zonas degradadas por pastagens, podendo estes campos ser recuperados, não sendo necessária a abertura de novas extensões de terra para a agricultura.

Isso significa que o país, já o maior exportador mundial da soja há algum tempo, passará a ter mais peso na formação dos preços internacionais, o que não é necessariamente bom, uma vez que as variações cambiais passam a influenciar com mais intensidade os preços em Chicago (bolsa de referência global), atingindo as altas nas cotações do mercado interno e, consequentemente, os níveis de rentabilidade dos produtores brasileiros.

Quando se fala no agronegócio, estamos falando em uma complexa cadeia de produção, que abrange desde o setor primário da economia (a própria produção rural), passando pelo secundário (agroindústrias), até o terciário (transporte e comercialização), e está diretamente ligada a geração de empregos e a movimentação da economia do mercado interno.

Logo, o desenvolvimento do agronegócio constitui, mais do que a fonte de renda para o próprio produtor rural, uma das bases do desenvolvimento socioeconômico do país, sendo responsável, direta e indiretamente, por 57,6% dos postos de trabalho gerados no estado em janeiro, segundo dados divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).

O Brasil está entre as principais potências agrícolas do mundo, e empreender no agronegócio significa estar em constante busca pela inovação e pelo aumento de produtividade. Fazer isso acontecer, no entanto, não é tão fácil, e implica a união de boas práticas de manejo com a correta gestão das propriedades rurais, que passam a ser vistas não apenas como lavouras, mas como empresas de negócio fundamental para o crescimento da economia, e o desenvolvimento do país.

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