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Estratégias inusitadas de Marketing que deram certo!

INTRODUÇÃO


Sabemos que a propaganda é a alma do negócio — toda empresa precisa do marketing para existir, porém justamente por todas utilizarem deste recurso se torna necessária a diversificação do modo de uso, por isso, confira agora 5 cases de sucesso que impactaram o mundo do marketing de uma maneira bem inusitada que deu muito certo!


Sumário

Quando a própria existência é a alma do negócio. 1

Um marketing consolidado é um marketing repleto de valores. 2

Popularizando por “catacrese” 3

É possível ser elite, mas ser popular, e ainda ser elite?. 4

Mensagem subliminar: brincando com a mente. 4



Quando a própria existência é a alma do negócio


Em 2021, o mundo conheceu Rayssa Leal, conhecida como fadinha. Uma jovem brasileira de 13 anos, que demonstrou ao mundo um ótimo desempenho no skate nas Olimpíadas de Tóquio. Vários fatores contribuíram para a fama ascendente da menina, sendo eles: a pouca idade, o talento, a medalha olímpica, a nacionalidade e o gênero. Essa série de fatores resultaram em uma inspiração nacional na prática do skate, principalmente, pelas meninas que viram na fadinha uma chance de poderem se aventurar em um esporte majoritariamente masculino.


Segundo a Neotrust (empresa responsável por captar as transações do e-comércio nacional), na semana em que Fadinha se apresentou e ganhou a medalha, a venda de skates para o público feminino foi responsável por 70% do faturamento, um aumento muito expressivo. Em geral, as vendas onlines aumentaram pela metade entre a primeira semana olímpica e a semana de premiação.


A Fadinha nem sabia, mas sua performance foi o marketing não planejado que rendeu muito para as empresas de skate brasileiras. Gustavo Viana, diretor de Marketing da FISIA, distribuidora oficial Nike no Brasil, usou a imagem da menina para incentivar a igualdade de gênero no esporte e, claro, foi mais uma forma de vender, já que se usou da figura da inspiração para alcançar a clientela.


Fadinha ensinou que o inusitado às vezes dá mais certo que o planejado. Talvez uma propaganda de skatistas, mesmo com predominância de mulheres, não causaria tanto impacto quanto usar um fato a favor da publicidade.



Fonte da foto: Caras Digital — Crédito: Patrick Smith/Getty Images

Conteúdo de inspiração:

Efeito Rayssa aquece mercado de skate e vendas sobem 50% - 06/08/2021 - Mercado - Folha (uol.com.br)

Um marketing consolidado é um marketing repleto de valores


Enquanto Rayssa foi a outlier do marketing, alguns marketeiros preferem apostar na fórmula que deu certo para se manterem ativos no mercado, e entre eles está a famosa Coca-cola.


Criada no século retrasado, muitos se perguntam como ela consegue se manter sólida no mercado mesmo após anos e, teorias da conspiração à parte, a resposta é simples: sendo a mesma desde sempre!


Aqui, temos o exemplo de uma marca que não mudou (drasticamente) sua aparência ao longo dos anos, nem mesmo sua propaganda, que sempre prometeu a felicidade e a união. Vender momentos felizes é tão importante para a marca, que quando ela revelou a versão vermelha do Papai Noel, símbolo da alegria, em 1931, a influência foi tanta que até hoje representamos o bom velhinho com essas cores, ou seja, a simbologia bem feita perdura gerações e faz dela um dogma. No começo não passava de uma propaganda de Natal, mas os valores embutidos no marketing fizeram dele um ícone eterno. A mensagem por trás é tão importante quanto a frontal, que é a venda — os valores que sua propaganda transmite é o que capta o cliente na alma, que te faz diferenciado da concorrência e um grande vendedor.


O fato do logotipo também se manter quase idêntico por tanto tempo também é uma forma de se fazer presente na mente das pessoas. Ninguém reconhece algo que muda o tempo todo, nem entende algo rebuscado demais, por isso criar um logo simples e circulá-lo em massa faz dele algo eterno, passível de ser reconhecido até na versão mais minimalista possível.


Essa série de fatores faz possível a Coca-cola hoje ser considerada a rainha dos refrigerantes, e se bobear, do setor alimentício em geral.




Fonte da foto: Observador — Crédito: The Coca-Cola Company

Conteúdo de inspiração:

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/como-coca-cola-popularizou-imagem-do-papai-noel.phtml

Popularizando por “catacrese”


Você sabe o que é uma catacrese? Se você prestava atenção na sua professora de linguagens, vai se lembrar que uma catacrese é uma figura de linguagem na qual um termo é empregado com o sentido de outro, por não haver palavra que possa ser usada para tal situação. Confuso? Não, é de boas! E você usa o tempo todo: sabe quando você diz “os braços da poltrona” ou “bala perdida?” Essas condições de dar braços para algo que não é humano e não tem braços ou dizer que um objeto está perdido sendo que ele não tem a condição de estar, pois sua locomoção depende do direcionamento dado por um humano, são exemplos de catacrese, mas, o que isso tem a ver com o marketing?


Ora, assim como usamos tais catacreses nas coisas do dia a dia, usamos em muitas coisas que consumimos também. Quem nunca chamou iogurte de danone, papel A4 75g/m² de sulfite ou esponja de aço de bombril? E a lista só aumenta: macarrão instantâneo de miojo, leite condensado de moça, fita autoadesiva de durex, cola instantânea de superbonder, lâmina de gillete, absorvente interno de O.B., cores especiais de pantone e Band-Aid de Band-Aid… Espera, o que é o Band-Aid?!





Fonte da foto: Época Negócios Online (Globo)


Percebes que quando uma marca ganha o poder de ser referenciada como produto, ela ganha todo o mercado? Imagina você, dono de uma marca que se popularizou tanto que agora todos os produtos do mesmo segmento, mesmo sendo de marcas concorrentes, são reconhecidos pela sua marca — isso é a glória industrial! Viu a catacrese? Estamos dando nomes para coisas com sentido de outro e nem percebemos de tão consolidada que aquela expressão já é.


Essa acepção fortalece a marca, pois ela sempre será lembrada e procurada por seus clientes, sem contar que, quando isso acontece, quer dizer que a marca usada como catacrese é a melhor do segmento, afinal, todas as outras são reconhecidas por ela. Voltemos a falar do Band-Aid: você sabe qual é o nome verdadeiro desse produto? É simples, é curativo adesivo, mas é difícil pensar nisso, né? Até sabemos que gilete é lâmina, mas que Band-Aid não é Band-Aid? Uau! E sobre o Pantone, não só dizemos que toda tinta de cor especial (que não é formada pela junção do CMYK) é pantone como também esperamos a Pantone anunciar a cor do ano, sério! Uma empresa que tem o poder de anunciar a cor do ano? Isso é ou não uma baita influência e consolidação no mercado?


Esses fenômenos se dão por dois motivos: ou a empresa é pioneira no seu segmento e por isso tem mais chance de se firmar na mente das pessoas, ou ela investe muito bem em comunicação. o Leite Moça é o primeiro exemplo, pois a Nestlé é uma empresa centenária, mas para empresas jovens, o investimento em comunicação é essencial e mais que necessário se você quer mesmo ser uma gigante na vida das pessoas. Por isso, escute o ditado: propaganda é a alma do negócio! Quando se trata de negócios, nunca tenha medo de estar na boca do povo (olha a catacrese aí de novo, gente!).


É possível ser elite, mas ser popular, e ainda ser elite?

Agora, em contrapartida, há casos que a marca fica muito famosa, é dada como a melhor do mercado e conhecida por todos, mas mesmo assim ela ainda é de poucos e é incapaz de representar todo o segmento, e quem a tem automaticamente se separa dos demais. Consegue pensar num exemplo? Eu te dou: Apple.


É conhecimento empírico e estatístico que a Apple é a empresa mais poderosa no ramo de computadores, smartphones e tablets. Todo mundo conhece a Apple, mas nem todo mundo pode pagar, e aqueles que podem, mesmo que não sejam da alta classe, quando obtêm um Apple automaticamente vão para outra bolha social. Percebe que nesse caso, um item popular (que não é para o popular) é tão louvado como superior que ele não se mistura com os demais, e não representa todos?



Fonte da foto: Showmetech


Ninguém chama qualquer celular de Iphone, o mercado dos eletrônicos, talvez, seja o único mercado que cada marca tem seu produto bem distinto.


Essa diferenciação pode ser também pelo fato do sistema operacional ser outro, e portanto, se a intenção foi que já fosse outro, a mensagem é bem clara: precisamos ser diferentes em tudo, e pela diferença ser referência.


Mensagem subliminar: brincando com a mente


Chegar nesse patamar é incrível, não é? Mas para chegar lá o caminho é árduo, foi para Apple e foi também para outra marca bem popular: a Red Bull. Lá no comecinho da empresa, a Red Bull não podia se dar o luxo de investir horrores em marketing, mas claro que eles sabiam que isso é importante, e qual foi a solução mais barata, porém poderosa para conseguir uma boa propaganda? A resposta é: colocar latinhas vazias nos lixos da cidade de Londres para quem passasse e visse tantas latas assim ter a impressão de que aquele produto era bom e vendia bem.


Genial, não é? Parece balela, mas é verdade! Essa atitude mexe com o campo do cérebro que faz com que queiramos aquilo que vemos repetidas vezes. Sabe quando você assistia ao SBT e do nada aparecia um anúncio da Jequiti rapidamente? Era um jeito de você ficar com aquilo na cabeça, e na hora de comprar um produto de beleza, “do nada” era Jequiti que você queria comprar — o mesmo já aconteceu com as aparições da Coca-Cola em filmes, em momentos em que o filme dava um enfoque nela para persuadir o telespectador a comprar coca depois. Esse marketing televisivo é proibido atualmente, afinal, não se pode fazer lavagem cerebral (ao menos não tão escancaradamente, porque acontecer, acontece, a propaganda naturalmente é sobre isso) no consumidor desse jeito.




Fonte da foto: Revista Menu


Muitos de nós não estávamos em Londres naquela época para ver esse fenômeno, mas com certeza já passamos por situações semelhantes quando, por exemplo, íamos pegar um produto no mercado que de determinado aroma tinha 5 unidades e de outro, 15. Por uma lógica não muito racional, acabávamos por pegar uma das 5 unidades, pois se tem menos é porque vendeu mais, logo, é a melhor opção entre todas. Foi isso que a Red Bull fez nas ruas, com a diferença que muitas latas no caso apareceram como consumidas, elevando a marca como a melhor que você poderia comprar.


Uma propaganda simples que hoje faz ela lucrar milhões, e curiosamente, ainda com propagandas simples: desenhos curtinhos que prendem a atenção do telespectador por ser diferente das demais e ainda ter um slogan muito marcante e potente: “Red Bull te dá asas!”. E com isso fechamos essas dicas: invista também num slogan, além de imagem simples e direta para o logotipo da sua empresa.

Ei empreendedor, espero que essas dicas tenham te ajudado e te divertido. O mundo do marketing tem que ser assim mesmo: criativo, potente, ousado. Não deixe de estudar sobre posicionamento de marca, pois como vimos, ela faz toda a diferença.


Conteúdo de inspiração:

Você sabia dessa? TO Quando a Red Bull estava começando, eles tinham um orçamento apertado para fazer marketing e divulgar sua marca. Então eles escolheram fazer uma simples campanha, encheram vários tambores de lixo em Londres com latas vazias da bebida. Isto criou uma percepção de demanda gigante para um produto que era desconhecido... Bem, o resto você já sabe. - iFunny Brazil


Deixo aqui um instagram voltado para esse estudo para você aprender mais sobre: Escola Efeito Orna.


Escrito e revisado por Isabel dos Santos Rita


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