Como foi o Outliers 2022?

Carolina Ignarra


Carolina Ignarra foi a primeira pessoa a palestrar no evento Outliers 2022, no qual contou um pouco da sua história e de como surgiu o Talento Incluir. Dessa forma, a outlier tentou passar para os ouvintes a ideia de “Empreender por oportunidade e não por falta dela”, mostrando como a partir de um desafio encontrou a sua oportunidade de empreender.

Foto tirada por Letícia Fracari (instagram: @leticiafracarifotos)


Assim, Carolina afirmou que fundou a Talento Incluir com o propósito de ajudar empresas a não contratarem pessoas com deficiência apenas porque eram obrigadas, auxiliando-as a enxergarem suas capacidades enquanto profissionais, capazes de agregar valor para as empresas.


Além disso, deixou claro a importância de termos um propósito definido, que nos mantenha motivados quando as coisas começam a andar na contra mão.


Dicas para quem quer empreender


Devemos considerar os momentos vividos no passado como experiências, nos planejarmos para o futuro e aproveitarmos o presente.


  • “Defina o seu propósito”

  • “Cuide dos relacionamentos”

  • “Não canse de se conhecer (enquanto pessoa e negócio)”


Comportamentos essenciais para um empreendedor


  • Coragem;

  • Persistência;

  • Humildade.


Por que empreender?


Carolina diz que devemos empreender por propósito, por algo que o mercado precise e faça sentido para o propósito pessoal.


“Empreenda por propósito, perfil e por oportunidades.”



A palestra foi finalizada com Carolina contando um pouco dos seus sonhos conquistados e respondendo perguntas dos participantes do evento.


Escrito e revisado por: Kauã Sorgato Paulo Cortelini Junior Paulo Cortelini contagiou a todos nós durante o evento do Outliers! Subiu no palco e falou com simplicidade, de forma direta, descontraída e surpreendente. Contaremos nas linhas a seguir um pouco melhor sobre como foi esse momento, no qual ele falou sobre como chegou ao lugar onde está hoje, como CEO da FNP Brasil, empresa líder no ramo de delivery de frango frito no sul do país. Vamos lá!



Foto tirada por Letícia Fracari (instagram: @leticiafracarifotos)


Inicialmente, Paulo contou que se graduou em engenharia agrícola pela Universidade Federal do Pampa. Após concluir o curso, teve duas breves experiências de emprego. Em uma delas, disse que iniciou bastante animado para trabalhar, mas que, ao saber que os mecânicos da empresa onde atuava ganhavam mais que ele, um engenheiro formado, não se sentiu motivado a continuar trabalhando no local e, então, decidiu sair do emprego. Nesse momento, Paulo tinha fortes dúvidas sobre como prosseguir em sua vida profissional e também não estava certo de que continuaria trabalhando em sua área de formação.


Certo dia, sua mãe teve a seguinte ideia: “Que tal vendermos frango frito?”


Não havia concorrentes para esse mercado em Alegrete, sua cidade. Paulo “comprou” a ideia! Com os 5 mil reais que havia recebido da rescisão de trabalho de seu último emprego, efetuou o primeiro investimento nos materiais necessários para fazer o frango frito e iniciar as vendas. Comprou frigideiras, cubas para fritar, óleo, temperos, e, entre outras coisas, é claro, o frango! É curioso notar que, nessa fase inicial do negócio, apenas a família de Paulo estava envolvida, principalmente sua mãe, que o ajudava grandemente na preparação do frango. E Paulo, por sua vez, executava um pouco de tudo: fritava o frango, vendia, embalava, congelava, entregava… e lavava muitas frigideiras! Tudo isso acontecia anos atrás, em Alegrete, em sua própria casa!


As vendas do negócio cresceram muito, até que um dia um de seus primos demonstrou interesse em abrir uma franquia de frango frito em outra cidade do Rio Grande do Sul. Paulo não entendia como funcionava o sistema de franquias, mas viu nele uma oportunidade de crescimento e expansão da FNP. Ele, então, permitiu a abertura dessa franquia, fornecendo orientações e auxílio em relação a todos os processos que envolviam a preparação e venda do frango frito. Tempos depois, dado o grande crescimento da marca, novos interessados em criar outras franquias foram surgindo e Paulo consolidou a marca, que permanece crescendo muito até hoje!


Atualmente, a FNP tem mais de 70 franquias em mais de 60 cidades de todo o sul do Brasil!


Paulo conta que uma das pessoas mais importantes em sua vida e em seu negócio é sua própria mãe, que desempenhou papel fundamental na criação e no crescimento da empresa; e que continua sendo grande fonte de apoio para ele até hoje.


Paulo se mostrou único pela maneira fluida, divertida, sincera e realista de comunicar. Para os que tiveram o privilégio de estarem presentes no evento, ficou claro que ele não seguiu qualquer roteiro de fala, simplesmente chegou com disposição e vontade genuínas de compartilhar sua caminhada, pura e simples! É disso que precisamos! De histórias reais que inspiram por sua verdade e por seus resultados, e não de promessas vazias de aparente sucesso.


No momento de perguntas, veio a seguinte:

Qual é o conselho que você daria para aqueles que querem começar seu próprio negócio?

E ele disse: “Faça logo o que você está pensando e não dê bola para ninguém!”


Isso se resume muito bem em uma palavra: atitude. Não espere o momento perfeito para as coisas acontecerem, aconteça!


A trajetória de Paulo certamente nos inspira, pois o sucesso de seu negócio era altamente improvável, como explicado por ele próprio: no início, não sabia como preparar e fritar um frango, como gerir um negócio, ou quais os materiais que seriam necessários. Paulo percebeu uma oportunidade, teve atitude, persistiu em meio às dificuldades, aprendeu com os erros e se desenvolveu ao longo do processo.


Que fique a mensagem, não espere estar preparado para tudo, se arrisque mais e seja protagonista de sua própria história como Paulo é: seja um Outlier! Escrito e revisador por: Jóshua Paiva Matos Cordeiro Julia Leães


Para encerrar a parte da manhã, o evento Outliers - Histórias fora da curva contou com a participação da palestrante Julia Leães, que contou um pouco da sua trajetória, de como foi da CLT até criar a sua própria empresa de comunicação digital.


Como a maioria das pessoas, Julia terminou a escola e foi para a faculdade, sem nunca ter pensado em empreender. Já no primeiro semestre, percebeu que apenas cursar a faculdade não era suficiente e decidiu que iria começar a trabalhar. Foi então que entrou em uma empresa júnior do curso de Relações Internacionais da sua faculdade, a Global Jr., onde chegou à Diretoria de Marketing.



Foto tirada por Letícia Fracari (instagram: @leticiafracarifotos)


Depois disso, Julia trabalhou como social media e estrategista de marketing em algumas empresas. No entanto, sempre acabava inconformada com ambientes que não lhe proporcionavam a liberdade que ela desejava. Essa inquietação levou Julia a conseguir uma vaga muito concorrida na Resultados Digitais, uma agência de marketing digital que é referência nacional no segmento. Nesse momento, Julia encontrou a tão desejada liberdade de ser.


Durante o período na RD, Julia passou por um grande crescimento profissional e chegou a atender diretamente 135 clientes. No entanto, todo esse esforço teve um preço: com o tempo, ela precisou se afastar do trabalho por Burnout. Foi um período muito difícil em que a satisfação em trabalhar se transformou em angústia.


Recuperada da Síndrome de Burnout, Julia já não conseguia encontrar um propósito no trabalho como anteriormente e sentia que precisava de mais liberdade. Foi então que ela criou o Mais que Marca, uma empresa de consultoria de baixo custo para pequenas e médias empresas. Hoje, Julia possui 10 clientes fixos e outros ocasionais.


Segundo Julia, a jornada de empreendedora dói porque são muitos os problemas encontrados pelo caminho. No entanto, é recompensador poder ajudar pessoas, ter liberdade e poder colocar sua voz no mundo.


A trajetória de Julia traz uma grande lição: formar sua própria opinião, perceber espaços desagradáveis e sair deles é fundamental para se chegar longe. E se ao longo do caminho não for encontrado um espaço agradável, crie um!


Escrito e revisado por: Gregori Rubin

Rosani Coelho A primeira palestra do período da tarde foi com a diretora de conhecimento Rosani Coelho, uma das responsáveis pela W&A, uma empresa de mentoria que visa impulsionar outras pessoas a tirarem o seu negócio do papel – a W&A é a junção das empresas Legacy Franchising, uma empresa que visa ajudar as pessoas a criarem negócios escaláveis e a Aliar Consultoria, essa, própria de Rosani.


Foto tirada por Letícia Fracari (instagram: @leticiafracarifotos)


Nos anos 2000, Rosani trabalhou para a SEBRAE e ajudou a criar o método de consultoria em gestão, e mesmo estando bem sucedida na área, não era isso que ela queria para o resto da vida, e aos 44 anos em 2009 ela largou o emprego para criar Aliar Consultoria. Com certeza, Rosani é uma outlier por desafiar a si mesma – como ela mesmo comentou, ela sabe o quanto as pessoas têm preconceito com o fato de algumas pessoas largarem o emprego para seguirem naquilo que elas realmente querem, e ainda mais quando já não se está na juventude, todavia, ela obteve o apoio familiar e com isso conseguiu fundar com sucesso a sua empresa.

Na Aliar e na W&A, seu foco é desenvolver experiências com os clientes de modo que eles tenham a realização pessoal e sintam a humanidade; “ir além da tecnologia para oferecer experiências únicas e significativas”, e com isso, criar um “mundo melhor, mais justo, mais plural, mais próspero, mais inclusivo conforme as nossas escolhas hoje.

É o que hoje movimenta nosso futuro, e foi isso que Rosani nos ensinou. “Sempre haverá novos motivos pelos quais o seu coração bate. Viva com todo o seu coração!”

Com essa frase, todos aprenderam que enquanto há vida, há motivos para se desafiar. Mudar não é questão de idade, é questão de força de vontade.

Escrito e revisado por: Isabel dos Santos Rita


Deivison Elias e Marcelo Limana A última palestra da 6ª edição do Outliers 2022 foi uma apresentação dupla: os palestrantes Deivison Alves e Marcelo Limana compartilharam suas experiências empreendendo com SaaS (Software as a Service). Saas é uma forma de venda de software diretamente pela internet, na qual, geralmente, o cliente paga uma assinatura pelo serviço.



Foto tirada por Letícia Fracari (instagram: @leticiafracarifotos)


Deivison, CEO da eGestor, é pioneiro no ramo de SaaS no Brasil. Ele começou a estudar programação desde criança e logo criou um provedor de internet com a mensalidade de R$ 1,00. Esse preço era possível porque, diferentemente das outras empresas do ramo, Deivison oferecia exclusivamente o serviço de internet. Hoje, ele é especialista em SaaS e fala exclusivamente sobre o assunto. Inclusive, possui um canal no YouTube próprio para isso.


Marcelo seguiu o mesmo caminho e, curiosamente, aprendeu sobre SaaS com Deivison, durante uma aula da faculdade. Hoje ele é CEO da GestãoDS, um sistema médico especializado em gestão e fidelização de pacientes. Diferentemente de um plano de saúde, a GestãoDS é um software que ajuda a conectar pacientes a seus médicos, ou seja, criar uma relação mais direta entre ambos.


Os palestrantes foram muito abertos sobre os caminhos que traçaram na sua jornada empreendedora, Deivison por exemplo, não conhecia o termo Saas, mas sua vontade de inovar no mundo da internet o levou a ser pioneiro em tal tecnologia no Brasil. Entre outras coisas, ele deixou bem claro que software não é uma commodity, ele não é a base de outros programas, ele é o programa, e é tão eficiente que os clientes se apegam a empresa. Além disso, com o SaaS é possível vender o mesmo software para vários clientes, o que anula a preocupação de pensar em um serviço diferente para cada cliente, ou seja, o maior desafio para ele agora é ter vários canais de venda, mostrar para as pessoas o quão bom é o SaaS.


Por sua vez, Marcelo, em 2014, percebeu que o mercado já estava caminhando para receber a tecnologia SaaS e que ele podia cobrar por isso, principalmente na área médica, onde encontrou a sua maior oportunidade. Por mais que em suas próprias palavras, os médicos ainda têm certa resistência de se adequarem ao sistema, por medo de colocar dados sensíveis em um serviço tão novo na nossa terra, ele acredita no potencial da GestãoDS crescer cada vez mais nos próximos anos, a medida que SaaS se populariza pelo Brasil, mas também não descarta a ideia de que vender o serviço para fora do país, onde o mercado é mais consolidado, é um bom investimento.


Com esse incrível dueto, o Outliers se encerrou com mais uma edição bem sucedida!


Escrito e revisado por: Gregori Rubin e Isabel dos Santos Rita



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